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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Caminhos que se cruzam

Dentre tantos lugares que podemos freqüentar, seja na cidade em que moramos ou quando realizamos viagens, diversas vezes acabamos por encontrar, inesperadamente, com quem há muito tempo não víamos ou mesmo com quem não queríamos encontrar.
Pergunto-me se estes encontros fortuitos têm algum significado. A mim incitam lembranças e me surpreendem quando acontecem. Gosto de conhecer novas pessoas e, pela lógica, quanto mais pessoas conhecemos, maior é a chance de encontramos alguém conhecido fora do nosso ambiente habitual de convívio.
Porém, mesmo conhecendo muitas pessoas, existem algumas, em particular, que sempre acabam cruzando nosso caminho de tempos em tempos. É como se aquele contato fosse necessário para a manutenção de uma relação, que por mais fraca que possa ser, deve, por algum motivo, ser relembrada ou restabelecida.
Encontros como estes, na maioria das vezes, me trazem grande satisfação. É quando soltamos aquela frase: “Nossa, que coincidência! O que você está fazendo por aqui?”. A resposta é sempre óbvia, mas a pergunta é inevitável. Informações são trocadas, telefones e endereços atualizados e uma porta que estava entreaberta volta a se abrir totalmente.
Somos nós quem definimos com quem vamos nos relacionar e direcionamos a atenção que achamos devida para a manutenção de cada relação que possuímos. Costumamos deixar no esquecimento e não valorizar o papel de algumas pessoas em nossas vidas, mas no futuro não sabemos o quanto poderemos depender delas.
Sempre que estiver numa situação dessas, em que você vir uma pessoa conhecida em algum lugar onde não esperava vê-la, cumprimente-a, seja simpático, bata um papo, nem que seja rápido. Você não sabe quando seus caminhos vão se cruzar novamente!

Fernando Christófaro Salgado.

domingo, 1 de novembro de 2009

Otimismo

Olhando para o futuro
Tive o desejo mais puro
Mistérios, sonho inseguro?
Motivos pra estar sobre o muro?

Outros hão de desistir
Tipos que não perseveram
Misturam vaidade e orgulho
Mostram enrustida fraqueza

Organizando-me atentamente
Tirei algumas conclusões
Missão fácil, não foi com certeza
Mover o mundo, não é moleza

Observe
Titãs!
Miscíveis
Módicos!

Otimismo!
Ti
Mis
Mo!


Fernando Christófaro Salgado.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Selo: Esse blog não sai da minha cabeça


Recebi este selo dos amigos Jorge, do Nectan Reflexões e da Sara, do blog SaraCotear. Agradeço a ambos pelo carinho!
É indicado para aquele que receber este selo escrever 10 coisas que não lhe saem da cabeça, e indicar para 10 blogs que também não te saem da cabeça.

Aí vão dez coisas que não saem da minha cabeça:
1 - Um mundo sem violência
2 - Um mundo sem sofrimento
3 - Parar de reclamar
4 - Fazer mais pelos outros
5 - Aprender mais a cada dia
6 - Conhecer mais e mais pessoas
7 - Não vacilar na fé
8 - Compreender meus sentimentos
9 - Ser mais paciente
10 - Agradecer sempre a Deus

Os blogs indicados são:

1 - Pax de Deux
2 - De vez em quando venho aqui

Depois indico outros...

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Confissões e crenças

Se meus pulmões tivessem fôlego suficiente, gritaria para os 7 cantos, fazendo vibrar os tímpanos dos que habitam os lugares mais longíncuos e recôndidos do mundo : “Estou aqui a pensar em ti!”
Gritaria nas línguas dos homens e pediria emprestada a língua dos anjos. Não haveria ser consciente que não soubesse seu nome e que não conhecesse meus sentimentos por ti.
Porém, por mais alto que eu gritasse, e por mais que todos ouvissem, o som sempre será intangível, assim como a intensidade de tudo o que sentimos.
Não podemos medir o amor e tampouco investir de credibilidade as palavras que escrevemos e dizemos, se as pessoas para quem direcionamos estas palavras não acreditarem ser verdade tudo o que expressamos.
Confesso não entender os melindres que contornam as relações humanas. Paixões surgem e não são correspondidas. Amores se constroem, se solidificam e depois são esfacelados como se fossem castelos de areia.
Se pudéssemos mensurar com um equipamento qualquer, ou mesmo captar mentalmente as vibrações de carinho, atenção, preocupação, respeito e amor das outras pessoas, acredito que passaríamos a dar mais valor para aqueles de nosso convívio e tudo seria mais fácil.
Dispondo apenas dos meios que temos para captar estes sentimentos, nossas vidas se investem de tamanha complexidade que, muitas vezes, em meio a encontros e desencontros, acabamos por amar quem não se importa com a gente e ser amados por quem para nós é, sentimentalmente, indiferente.
Em última análise, não devemos derrogar as leis de Deus. Tudo o que vem fácil, vai fácil. Se tivermos de passar por situações onde nos decepcionamos ou somos distanciados das pessoas que amamos, é porque algum motivo há de haver para que as coisas não corram da maneira almejada por nós.
Dentro das leis de Deus a que reina é a lei do amor e, crendo nesta, podemos estar certos de que passando pelos desafios do crescimento pessoal, mesmo que a distância e o tempo pareçam empecilhos, teremos por fim, ao nosso lado, quem acreditamos intimamente ser o amor de nossas vidas.

Fernando Christófaro Salgado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Dias de chuva

Não sei bem o motivo, mas nos dias em que acordo e o tempo está nublado, e a chuva começa a cair forte, uma ponta de tristeza alfineta meu coração. Que bem entendam os irmãos do sertão, sei o valor que a chuva tem. Mas aqui, na cidade grande, quase ninguém gosta quando ela vem.
Chuva tem sido sinônimo de morte, terra, água, lama descendo o barranco. Quem não der sorte perde o barraco, são muros que cedem ou bueiros entupidos, rios que transbordam inundando ruas e avenidas. Automóveis se tornam barcos à deriva e a força da água sai arrastando a tudo e a todos.
Tanta água e tanta destruição acabam por criar outro tipo de rio. São os rios de lágrimas dos familiares que ficam, ou das pessoas que perdem tudo o que demoraram uma vida inteira para construir, em uma única enchente.
Acredito que tudo o que vem em excesso é prejudicial, e com a chuva não é diferente. Nós, enquanto seres humanos, somos dotados do poder de controlar muitas coisas, mas ainda não conseguimos controlar a natureza, que revela sua ira a cada dia e nos mostra que em poucos minutos pode nos causar muitos estragos.
Podemos sim, viabilizar meios de prevenir os prejuízos e muito desta prevenção passa pela educação da população. Se não houvesse tanto lixo nas ruas e se fosse proibida a construção em áreas de risco, com certeza os problemas seriam menores.
Dias de chuva também me entediam, pois tudo fica mais difícil, o trânsito pára, o guarda-chuva virá ao avesso, a roupa encharca e nos fins de semana nos vemos ilhados em casa, impedidos de fazer aquele churrasco com os amigos ou de jogar a peladinha de domingo.
Durante esses dias, em que muitos pensam em não sair de casa e ficar debaixo das cobertas, pensemos que existem muitas pessoas que necessitam do nosso auxilio e mesmo que seja à distância, elevemos nosso pensamento, pedindo para as vítimas suportarem com vigor e fé as provas que lhes forem impostas.

Fernando Christófaro Salgado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Selo: Violeta - Este é um blog mágico


Na postagem anterior abordei sobre os selos e prêmios ofertados pelos amigos de outros blogs. Com grande satisfação recebi este selo de mais uma pessoa que se dispôs a acompanhar as breves reflexões que faço por aqui, a Gianete Rocha, do blog Espírito Azul.
Obrigado Gianete!!!
A regra deste selo é que ele seja repassado para mais 10 blogs, infelizmente estou indo viajar logo mais e não terei como fazer esta indicação, pela falta de tempo. Irei, desta forma, ofertá-lo a todos os visitantes ou seguidores que estiverem lendo este texto e por ventura ainda não tenham recebido este selo.
Abraços a todos!

Fernando Christófaro Salgado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Sobre selos e prêmios

Por mais que muitos leitores já estejam familiarizados com os selos e com o significado deles, acredito que nunca é demais estar relembrando ou esclarecendo o motivo que faz com que eles circulem entre os blogs.
No princípio, quando comecei a escrever por aqui, não tinha nem idéia da existência deste tipo de oferenda. O que importava para mim era compartilhar com o mundo virtual meus pensamentos e reflexões e buscar, com os comentários e a participação de visitantes, elevar meus conhecimentos, aprendendo sempre.
Não paramos para pensar, mas temos em nossas mãos uma ferramenta poderosíssima para auxiliar no nosso crescimento, que é a internet. Brinco, às vezes, que o Google é um oráculo, que pode desvendar qualquer mistério e elucidar qualquer tipo de dúvida, trazendo-nos qualquer informação, sobre qualquer assunto.
Os blogs não são muito diferentes. Temos blogs que abordam os mais variados temas e com uma riqueza de detalhes e informações que também são uma grande fonte de conhecimento.
Dentro deste contexto, os selos e prêmios ofertados por quem segue no dia a dia as postagens que lhes interessam, só vêm a agregar. Retirando as exceções, claro, não temos no mundo virtual, especialistas ou conselhos para julgar e analisar cada um dos blogs que existem (não tenho idéia da quantidade, mas a certeza de que são muitos).
Muitos selos e prêmios possuem certas “regras” a serem seguidas, mas o mais importante é entender o motivo e o significado destas regras. Na verdade, elas são apenas orientações que se fazem necessárias para que se forme uma corrente onde possamos estar conhecendo novos espaços e reconhecendo o empenho e o trabalho dos que se dispõem a disponibilizar seu tempo e suas idéias para que outros possam estar aprendendo, pensando e repensando sobre suas atitudes como pessoas e como cidadãos de uma sociedade democrática e livre.
Achei bastante interessante o propósito do selo “Não faço parte do problema, faço parte da solução”, que recebi da amiga Léia Ladeia, do blog “Questão de Opinião” (http://leiacladeia.blogspot.com/). Ele é um selo de utilidade pública, ou seja, tem o objetivo de conscientizar os internautas sobre a preservação do meio ambiente e, por esta razão, deve ser divulgado ao máximo! Para publicar o selo e oferecê-lo a outras pessoas, basta responder a seguinte pergunta: “O que você tem feito para preservar o meio ambiente?”



Acredito que lugar de lixo é sempre no lixo. Sempre quando consumo algum produto dentro do carro ou mesmo quando estou andando pela rua, ao invés de jogar a embalagem pela janela ou no chão, sempre guardo e vou acumulando até ter a oportunidade de despejar tudo na primeira lixeira disponível. A prática da coleta seletiva não é muito disseminada em nosso país, mas quando vejo lixeiras específicas para cada tipo de material sempre deposito os detritos nos locais corretos. São pequenos passos, eu sei, mas cada um tem que fazer a sua a parte, não é mesmo?
A intenção dos selos e prêmios é essa, meus amigos, disseminar idéias ou levar elogios a quem se empenha em fazer algo diferente pelo bem comum!

Ofereço este selo para os seguintes blogs:

Meu aconchego
Saracotear

Fernando Christófaro Salgado.