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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Moonlight


Não vejo méritos nela
Mesmo sendo tão bela
Nada faz por merecer
Trapaceia pra aparecer

Quem deveria receber as honras
É relegado ao segundo plano
Apesar de ser a verdadeira estrela
Não aparece nas noites do ano

Mas a questão do momento
Tem a ver com reconhecimento
Uns se evidenciam bem mais
Esquece-se de quem realmente faz

Enquanto a luz que possuímos
Iluminar apenas outros corpos
Nossa vida será sempre assim
Estaremos num esquecimento sem fim


Fernando Christófaro Salgado.

domingo, 15 de maio de 2011

O dilema das diferenças

Um dos provérbios de que mais gosto é o que diz: “Nem tudo que reluz é ouro”, trocando em miúdos, as coisas nem sempre são do jeito que parecem ser. Existem pessoas com pensamentos, sentimentos, valores e atitudes que se confrontam e, em uma primeira análise, são estas diferenças que geram os mais diversos tipos de conflitos, desentendimentos e a famigerada inveja.
Todas as semanas milhares de pessoas tentam mudar de vida apostando nos mais diversos jogos oferecidos pelas casas lotéricas. Visualizam facilmente os luxuosos automóveis que poderão comprar, sonham com viagens pelos mais deslumbrantes lugares do mundo, e planejam viver em belas casas com piscina e todo o conforto, casas que terão o orgulho de chamar de lar.
Chega a ser engraçado pensar que o que é sonho para uns é a mais pura realidade para outros. É sabido que, diante do tamanho da população brasileira, são pouquíssimos os agraciados com prêmios lotéricos. Para tentar mudar de vida e atingir sonhos de consumo só resta aos simples mortais umas das mais antigas atividades do homem, o trabalho.
Infelizmente, não são todos que entendem que as diferenças financeiras que separam os homens não são responsáveis por deixar um rico ou um pobre bem consigo mesmo. Neste contexto, ser diferente é ruim. O rico enxerga o pobre como incapaz e infeliz. Tem medo dos mendigos maltrapilhos que dormem sob os viadutos. O pobre, por sua vez, acaba enveredando pelos caminhos do roubo e do assassínio para conquistar coisas que só os ricos possuem, almeja a vida de rico, sem ter conhecimento dos vícios, exageros e sentimentos de solidão que a riqueza pode trazer.
Cometeríamos grande erro se disséssemos que todos os ricos são mais felizes que os pobres, de outra forma, não teríamos celebridades e grandes empresários cometendo suicídio. Não teríamos gente com muito dinheiro vendo seus entes queridos serem seqüestrados e mortos por viverem o sonho dos outros. Também não veríamos o sorriso largo no rosto de gente simples, de bem, que apesar de morar em favelas, sabe conviver com as diferenças que sempre hão de existir e trabalham dia a dia, com o intuito de encontrar caminhos para uma vida melhor.
As diferenças existem em todos os âmbitos de nossas vidas. Nas classes sociais, na religião, no futebol, na política, no sexo e nas experiências únicas por que passamos. Ser diferente é bom ou ruim? Depende apenas de como você enxerga e vive sua vida.


Fernando Christófaro Salgado.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Conto das montanhas nevadas


Mudam-se as estações, muda-se o clima, mudam-se as paisagens, em um curto espaço de tempo tudo pode mudar. O inverno já se apresentava vigoroso, mas naquelas montanhas de elevada altitude, onde a branquidão da neve deveria reinar, o verde dos pinheiros e a secura da grama ainda dominavam as cordilheiras.
Era como se faltasse algo para preencher o ambiente, deixando-o estranhamente triste. As montanhas sentiam-se solitárias, como se ninguém se importasse com elas. De fato, sem sua cobertura especial, elas se tornam tão comuns quanto qualquer coisa que não nos chama a atenção.
E era assim a maior parte do ano, sem visitantes, sem diversão, sem nada de diferente. Porém, calejadas pelo tempo, as montanhas sabem esperar por seu momento de triunfo. Para completar aquele vazio elas aguardam cair o primeiro floquinho de neve, o responsável inicial por revigorar toda a sua beleza, por atrair pessoas que possam fazer daquele lugar tão frio um lugar prazeroso de se estar e, em contrapartida, elas sempre se aprazem com o calor humano e com toda a energia que recebem dos turistas, vindos dos mais diversos países.
Infelizmente, o período de duração de toda a atratividade que a neve traz é relativamente curto e, apesar de, em alguns lugares, haver neve constantemente, como nos elevados picos, as montanhas esperam mesmo, a cada ano, é que chegue logo a hora de nevar sem parar e que tudo se cubra com o branco mais branco, que faça confundir o chão com os céus carregados de nuvens.
Por fim, mesmo com a ansiosa espera elas lembram que os primeiros floquinhos sempre caem, logicamente, em seus pontos mais altos e os presenteiam com um lugar que não pode ser alterado pelas variações climáticas. Dada a sua importância eles sempre terão espaço especial, reservado, bem lá no alto.


Fernando Christófaro Salgado.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Algumas vezes

Algumas vezes sinto-me triste, por outras me sinto sozinho. Em dias com céu nublado tenho o pensamento embaçado. Comungo com a natureza mudanças em meu estado, não enxergo nenhuma beleza, sigo desanimado.
E na minha solidão reconheço, talvez seja por que mereço ou por falta de apreço, mas estar só é só uma opção, que nem sempre é a melhor, mas não chega a ser a pior.
Também hei de dizer que me canso, faço coisas que me desagradam, me irrito e discordo dos outros, deixo pra lá muitas coisas e lembro outras tantas sem relevância.
Volto o pensamento à infância, pro tempo em que tudo era mais fácil, mas será que era mesmo? Aprender a escrever sem erros de concordância, somar, multiplicar, subtrair e dividir, até hoje acredito que a maior dificuldade da maioria da população é em fazer divisões. Se numa casa com duas pessoas compram-se dez laranjas por semana e consomem-se cinco, as outras cinco apodrecem na fruteira, mas não são compartilhadas com quem realmente precisa.
Ainda falta dizer, há ocasiões em que me decepciono, espero coisas que não acontecem, mesmo que eu quisesse, nem tudo depende de mim. É como quando fico doente ou me machuco, fatos inesperados que geralmente causam algum tipo de dor.
Infelizmente nada cai do céu, cada dia uma conquista, um novo aprendizado. Mesmo aos trancos e barrancos, diante de tantas dificuldades e conflitos internos e externos, não devemos esmorecer, somos todos iguais e ao mesmo tempo diferentes em muitos aspectos.
Algumas vezes será que me pareço com você?


Fernando Christófaro Salgado.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Posso ser seu anjo?

Não possuo asas pra voar
Mas sempre vou te amparar
Se estiver em queda livre

Não posso fazer milagres
Mas tentarei o impossível
Para que se sinta feliz

Não posso estar em toda parte
Mas mesmo bem distante
Estarei sempre contigo

Não posso fazer suas escolhas
Mas mesmo discordando de ti
Irei entender seus motivos

Não posso prever o futuro
Mas pra sempre cuidarei de ti
Posso ser seu anjo?


Fernando Christófaro Salgado.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Amor e Dedicação

Em 1994 o prêmio Nobel de Economia, no valor de 930.000 dólares, distribuído anualmente pela Academia Sueca de Ciências, foi dividido entre um alemão e dois americanos, por sua contribuição para estabelecer os fundamentos da teoria dos jogos.
A teoria dos jogos transformou o mundo dos negócios e substituiu a economia clássica baseada na pura competição.
Criada na década de 1940, grande parte da sua base matemática foi desenvolvida por John F. Nash em sua tese de doutorado na Universidade de Princeton.
Nash foi um dos ganhadores do prêmio Nobel. Nascido em 1928, na Virgínia ocidental, Nash estudou matemática no Instituto de Tecnologia Carnegie e em Princeton. Em 1951 passou a integrar a equipe do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
O que ressalta em sua vida, entretanto, não é a sua genialidade, mas o grande martírio que foi a sua vida.
Com diagnóstico de esquizofrenia, ele foi recolhido a um hospital psiquiátrico e submetido, inclusive, a choques por insulina.
Ele tinha, segundo os médicos, alucinações, ilusões, que o levavam a imaginar conspirações internacionais e a se acreditar capaz de impedir um grande problema mundial.
Também afirmava receber ordens de determinadas pessoas, invisíveis aos demais.
Fosse a sua imaginação ou fossem espíritos que o atormentassem, dentro do seu quadro de quase loucura, o que importa é que ele superou a dificuldade.
Em todos os momentos, inclusive nos das maiores e piores crises de quase loucura, sua esposa esteve com ele.
Alícia dispôs-se a mantê-lo em casa mesmo quando, por recomendação médica, que o julgava perigoso, deveria retornar para o tratamento no hospital e se submeter, outra vez, aos choques e medicação mais potente, a fim de impedir a loucura total.
“Quer saber o que é real?” – pergunta ela ao marido. E, tocando-lhe a face com muito carinho, diz: “isto é real.”
Depois toma a mão dele e a coloca em seu próprio rosto, repetindo: “isto é real.” Em seguida leva a mão ao coração, fazendo-o sentir o pulsar descompassado e torna a afirmar: “isto é real.”
Finalmente, ela lhe diz: “talvez a parte que saiba que tenha que acordar de um sonho não esteja em seu cérebro. Talvez esteja em seu coração.”
Ela apostou na sua melhora. E ele correspondeu. Com esforço incrível, sendo muitas vezes motivo de risos dos estudantes, ele retornou para a Universidade de Princeton, com permissão de assistir algumas aulas e freqüentar a biblioteca.
Lutou bravamente para não atender aos rogos e ordens dos personagens invisíveis que o atormentavam e conseguiu reaver sua cadeira de professor.
Na noite de dezembro de 1994, ao receber o seu prêmio, em Estocolmo, o discurso de Nash foi emocionante:
“Sempre acreditei nos números. Nas equações e na lógica que leva à razão. E após uma vida toda de buscas, pergunto: o que realmente é a lógica?”
Quem decide a razão?
Minha procura me levou através do físico, do metafísico, do ilusório e de volta. E fiz a descoberta mais importante da minha carreira.
A descoberta mais importante da minha vida. É somente nas misteriosas equações do amor que qualquer lógica ou razão pode ser encontrada.”
E, olhando para a esposa, emocionada, na platéia, completou: ”só estou aqui esta noite por sua causa. Você é a razão de eu existir. Você é todas as minhas razões.”

***

Quem ama sempre se transforma em mártir do amor.
Ante o amor, a dificuldade torna-se desafio, a dor se faz teste, a enfermidade constitui resgate, a luta se converte em experiência, a ingratidão ensina, a renúncia liberta, a solidão prepara e o sacrifício santifica.

Fonte: Equipe de Redação do Momento Espírita com base no livro do ano da Enciclopédia Mirador, vol. 1995, item Prêmio Nobel de Economia, no filme “Uma mente brilhante” e no livro Repositório de Sabedoria, vol. 1, Verbete Amor, Divaldo Franco.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Não tenha medo do futuro

Estive refletindo e cheguei à conclusão de que o futuro é, nada mais nada menos, do que uma questão de fé em si mesmo.
Todas as vezes que acreditei que poderia ser “engolido” pelas circunstâncias que atormentavam minha vida no presente e que poderiam interferir negativamente no que eu projetava para meu futuro, fui abatido por grande frustração.
Uma das piores coisas que podemos sentir é a falta de direcionamento, que tem suas bases na indecisão e na insegurança sobre o que há por vir. Estar sem rumo é como estar em um complexo labirinto, onde a falta de conhecimento, preparação e experiência nos deixa praticamente sem saída.
Quando não temos a quem recorrer (ou temos e não recorremos) e se não conseguimos visualizar possibilidades de solução para nossos problemas podemos ser abatidos pelo desespero. Não me refiro aqui a um desespero desenfreado, enlouquecedor, mas a um tipo de desespero que nos consome pouco a pouco, que vai correndo nossas esperanças e pode chegar a instalar profunda depressão em nosso estado de espírito.
Deixar de acreditar em nós em mesmos e em nosso potencial se equivale a vendar os olhos e seguir em frente, se entregando à sorte e se subjugando ao tempo, que passa a ser o senhor de nosso destino.
Cada um deve ser protagonista de sua própria história, deve se capacitar para pilotar o próprio barco sozinho, nunca o deixando à deriva. Tempestades vez ou outra irão ocorrer, mas se estivermos preparados emocional e espiritualmente, não haverá o que temer.


Fernando Christófaro Salgado.