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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Como tudo termina…

Existe uma coisa muito engraçada. A gente sempre acha que encontrou o amor de nossas vidas. Uma coisa inexplicável. Que nunca vai acabar...
Como é bom amar! Sentir que todas as suas expectativas estão sendo satisfeitas, que você encontrou a pessoa que sempre sonhou e que com ela todos os desafios serão superados.
É difícil exceder as expectativas. Sempre esperam muito de nós, mas conhecer uma pessoa por completo é complicado e, principalmente, demorado.
Até chega a ser uma coisa triste de não se querer. Uma paixão inexplicável de se deixar pra trás, mas seguir em frente é necessário. O coração dilacerado sempre se cura da mais dura dor. Blinda-se contra o retrocesso e, de sobreaviso, se policia.
Como seria bom se acertássemos da primeira vez! Se conectados pela plenitude de nossos sentimentos, pudéssemos deixar claro nossas intenções. Se por um simples olhar sincero e pelas palavras de coração, pudéssemos asseverar tudo o que temos de melhor a oferecer.
Talvez tudo isso não bastasse. E geralmente não basta! Declarações sinceras geralmente não são suficientes para suplantar a necessidade de se estar por cima.
Não estamos acostumados a perder e tudo o que vislumbramos é estar em uma posição privilegiada. É representar o que há de diferente e melhor. Defeitos nem atrasos são tolerados. Tudo segue a risca a cartilha que dita que o erro é totalmente condenável e que o perdão é coisa para os fracos de espírito e atitude.
O mesmo fogo fraco que se esvai do lado esquerdo do peito e que pensávamos ser como brasa incandescente e sem fim, está pronto para se reacender.
Não descartemos a chance de arder novamente por um mesmo amor, porém novos ciclos têm que surgir e o tempo não pára para nos expressarmos e sermos entendidos de imediato.
Posso afirmar que não sei como tudo termina, é melhor deixar nas mãos de Deus e Nele confiar todo o futuro. O caminho que devemos querer e seguir é sempre o do bem, e da retidão de caráter. Não há por que temer!
Nosso papel é aguardar ansiosamente pelo momento de contribuir com o que pudermos para que as pessoas que estão em nossa volta se tornem mais capazes de realizar mudanças em suas vidas e nas de todos os seus entes queridos.
Ainda não sei se um amor verdadeiro termina. Acho que ele apenas descansa e, como num vulcão há muito tempo adormecido, ele acaba por entrar novamente em atividade, demonstrando toda a sua força de ação.
Gosto de pensar que tudo termina como começou. Com escolhas acertadas e outras vezes não, mas com toda a certeza de que somos responsáveis por todas as mudanças positivas ou negativas que viermos a fazer em nossas vidas.

Fernando Christófaro Salgado.

6 comentários:

  1. Claro que o amor verdadeiro não termina, transforma-se, ou não. Pode permanecer inalterado para sempre num cantinho do coração, mesmo que ele já tenha novos inquilinos...
    Que o tempo não para é verdade, mas já entendi que o que pensei ter perdido, na verdade era para ser assim mesmo.
    Está tudo como deveria ser, a gente é que constrói o destino.
    Beijos

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  2. Oi estou passeando pelas paginas aqui e gostaria de aproveitar para convidar conhecer meu trabalho através do blog Ecos em www.ecosdotelecoteco.blogspot.com Grande abraço e sucesso ai para voce.. T +

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Acho difícil desatrelar a paixão do amor, quando se trata de relação à dois. Tantas vezes um é confundido com o outro e apesar de serem diametralmente opostos, parecem se completar.
    Vejo o amor como sentimento brando, que sabe esperar sem cobranças, é altruísta, doce, confiante, liberta.

    Bem ao contrário da paixão que vem avassaladora, imediatista, extremista, muitas vezes egoísta também.
    Ela pode até transformar-se no maior dos sentimentos, por que não? Mas geralmente passa diante das primeiras dificuldades comuns nos relacionamentos.

    Abraços amigo.Mais um belo post.

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  5. Fernando,

    Meio complicado acertar na primeira vez. O relacionamento faz parte do nosso crescimento e amadurecimento. A relação pode não dar certo, mas uma coisa é certa, algo aprendemos para crescer.
    E confundimos ainda paixão com amor. Os dois podem se conciliar. Creio que aí depende do amadurecimento da pessoa.
    Só para finalizar, já aouvi alguém dizer que o Amor não se acaba, mas se transforma.

    Um grande abraço,
    Jorge

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  6. Pois é senti falta da sua visitinha e dos seus comentários sempre construtivos.
    Bom texto, e acho que é bem isso mesmo, infelizmente tudo acaba embora tenha coisas que a gente queira que dure pra sempre.

    mil beijos... e muita paz!

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