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domingo, 31 de maio de 2009

“Nunca mais” = “Pra sempre”

Existem algumas expressões que podem nos trair com o passar do tempo e que devem ser ditas com todo o cuidado. De modo geral, acho que as dizemos de acordo com as circunstâncias e elas quase nunca refletem a realidade. Falamos por falar. Elas podem estar inseridas em frases boas ou perversas. Como exemplos: “Nunca mais vou te magoar!”, “Você vai sofrer pra sempre as conseqüências disto!”, “Nunca mais quero te ver!”, “Estarei pra sempre junto de ti!”.
“Nunca mais” e “Pra sempre” se inserem em frases para generalizar situações e encerrar ou estender expectativas. Podem alegrar ou magoar alguém com a mesma intensidade, tudo depende do contexto.
Diante da exposição de nossos sentimentos acredito que as únicas frases que podem ser verdadeiras se forem ditas com a inteireza do nosso ser, com a pureza de nossa alma e com o conhecimento pleno do que sentimos são “Pra sempre vou te amar!” e “Quando se ama de verdade não se deixa de amar, nunca mais”. A única coisa que sentimos e que levamos conosco para toda nossa existência, nascendo e renascendo durante nosso aprendizado, é o amor VERDADEIRO que sentimos, desta forma o amor é atemporal, dura para sempre!
Aprendi com uma pessoa que amo que o amor é algo que não tem limite para crescer, ele pode até parar de crescer, mas não irá começar a se reduzir até desaparecer. Se desaparecer é porque não era amor.
Como já disse, as palavras podem nos trair e também vir a magoar os outros se não forem utilizadas de forma consciente. Analisemos primeiro a nós mesmos, a intensidade de nossos sentimentos e nossa capacidade de cumprir com nossas palavras para depois verbalizar ou registrar estas palavras para outrem.

Fernando Christófaro Salgado

sábado, 30 de maio de 2009

Além da compreensão

Somos como árvores que crescem quando regadas com a água da chuva, que não cai todos os dias, mas quando cai traz vida e força para o desenvolvimento e crescimento de novos galhos, folhas e frutos. Ás vezes ventos fortes arrancam alguns galhos e folhas deixando as árvores mais tristes e sem vida, mas como o passar do tempo, em novas estações, elas se revigoram e voltam a ofertar mais beleza e vitalidade para desafiar novamente as turbulências por que deverão passar.
Vivemos em ciclos, assim como as árvores. Nem todos os dias estamos felizes, na maior parte da vida estamos apenas vivendo, nossa rotina diária é cumprida sem maiores implicações ou repercussões. Nossos dias felizes são como dias de chuva e por vezes somos surpreendidos por ventos que nos trazem a tristeza que nos desestrutura.
Apesar de sermos como árvores não somos árvores. Tudo seria simples se os nossos ciclos fossem constantes e se pudéssemos esperar por uma nova estação para resolvermos os nossos problemas. Somos infinitamente mais complexos, mas da mesma maneira que as árvores, mesmo que não haja ciclos definidos em nossas vidas, temos a capacidade de nos reerguer e começar de novo diante de qualquer adversidade.
Queremos, desejamos, amamos pessoas que negam, não compreendem ou não estão prontas para nos acolher, sofremos agressões físicas e verbais gratuitas, somos vítimas de uma violência desmedida, perdemos entes queridos em momentos inesperados, somos acometidos por doenças que nos enfraquecem, descobrimos que certas pessoas não eram o que esperávamos que fossem. Todas estas situações podem parecer estar além da nossa compreensão. Não posso negar que muitas delas ainda não consegui compreender, mas posso afirmar que dependendo do lado do prisma em que olharmos poderemos visualizar uma razão para cada uma delas.
Quando estivermos prontos a verdade de todas as coisas nos será revelada e a água da chuva começará a ser mais constante em nossos dias.

Fernando Christófaro Salgado

sexta-feira, 29 de maio de 2009

A amplitude de um olhar

De todos os sentidos que possuímos a visão é, no meu entendimento, a que contempla com mais apuração nossa capacidade de aprendizado. A visão nos permite distinguir pessoas, objetos e lugares, nos permite ter noção de distância, velocidade e profundidade, nos alerta quanto a perigos, nos permite a leitura de livros e de expressões faciais e corporais. Nos guia pelos caminhos diários nos trazendo novas descobertas e entendimentos, a menos que, cegando o próprio eu, não se queira enxergar algo que está claro para qualquer outra pessoa.
Ao mesmo tempo em que nossa visão nos traz tantas informações e oportunidades ela também fornece para os outros, através do nosso olhar, uma quantidade imensa de percepções. Um olhar carrega os mais variados sentimentos: amor, ódio, compaixão, raiva, espanto, medo, pena, ternura, inocência, esperança, verdade!
Quando alguém afirma que um olhar vale mais que mil palavras, acertadamente o faz. O olhar encerra expressões que refletem amplamente nossos sentimentos. O simples brilho ou a repreensão de nosso olhar são capazes de gerar diferentes sensações nos outros.
Usemos este sentido tão completo em conformidade com nossos pensamentos e ideais, não lançando aos outros olhares negativos, que não gostaríamos de receber. Reconheçamos a amplitude de um olhar!

Fernando Christófaro Salgado

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lutando contra mim mesmo

Hoje foi um dia em que acordei com uma estranha sensação. Estava apreensivo quanto a uma situação que tive que passar, mas na hora que ela ocorreu fiquei bastante tranqüilo. Achei que era esta situação que me incomodava, mas ainda agora enquanto escrevo, à noite, ainda sinto esta estranha sensação. Percebi que estou buscando suprimir um sentimento que não devo mais alimentar e isto é como se eu estivesse lutando contra mim mesmo. Mudar de paradigma é difícil, tento achar que estou alterando meus pensamentos, vislumbro os melhores caminhos, mas vejo que ainda não estou pronto para me vencer, para vencer um sentimento tão grande quanto o que quero combater. Lembranças recorrentes tumultuam a minha mente e me fazem crer, por instantes, que o que foi real um dia pode ser real novamente. Tento me enganar, mas a verdade está na minha cara, só não consigo aceitá-la. Esta luta, necessária e inevitável, irá me guiar por caminhos que ainda desconheço, mas desejo triunfar, dar novo rumo para meu sentimento. Receber ensinamentos da vida nem sempre é fácil, o sofrimento causa revoluções em nossas maneiras de pensar e agir, nos ensina da forma mais dura o que podíamos ter aprendido de forma bem mais simples. Sair da inércia é difícil, lutar contra si mesmo é preciso para promover mudanças necessárias, para nos tornarmos pessoas melhores, nos conhecendo melhor e aceitando melhor tudo o que passamos durante a vida.

Fernando Christófaro Salgado

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Superproteção + insegurança

Existem palavras que definem sentimentos que podem ser de difícil compreensão, sendo até mesmo confundidas com outras palavras. Hoje tenho uma compreensão diferente da que eu tinha de superproteção e insegurança, antes confundia estas palavras com a palavra desconfiança. Na verdade tudo que estas palavras refletem, em uma análise superficial, é realmente a falta de confiança, mas devemos ir a fundo e buscar o real sentido das mesmas. Muitos pais têm a tendência de superproteger seus filhos, criando para eles uma espécie de “bolha de isolamento” e crendo que eles só estarão protegidos se estiverem próximos de casa, ao alcance da visão, sob o mesmo teto. Na verdade esta atitude reflete a insegurança que eles possuem diante das intempéries da sociedade. O fato dos pais terem uma percepção diferenciada e ampliadora dos riscos que os filhos correm ao se distanciarem do lar não implica que eles não confiem nos filhos. No convívio durante todas as fases da vida eles percebem o desenvolvimento dos filhos e são, até certa fase, os melhores conhecedores destes. Digo até certa fase, pois, ao adquirirem determinada maturidade, os filhos vão em busca de seus próprios ideais e começam a ser melhores conhecedores de si mesmos. Uma vez que participaram das fases precedentes a esta os pais são co-responsáveis pela formação dos filhos e desta forma devem confiar no trabalho de educação que fizeram e confiam, na maioria das vezes. Entendo que esta visão se estende para qualquer tipo de relação, enxergo que a insegurança em nós mesmos e o medo de termos a pessoa querida colocada em qualquer tipo de risco, perigo ou situação incômoda não podem ser confundidos com desconfiança.
A confiança é o resultado do conhecimento sobre alguém e não representa o conhecimento sobre situações, lugares e riscos que pelos quais uma pessoa possa passar. Sendo assim, podemos confiar na pessoa, mas estar inseguro quanto ao ambiente que ela frequenta e entender que devemos protegê-la a qualquer custo.
É preciso libertar as amarras que acreditamos ter sobre as pessoas queridas para que elas andem por seus próprios caminhos, sejam eles árduos, certos ou incertos, pois cada um é dono de seu próprio destino e deve ser responsável por si mesmo. Infelizmente pouco podemos fazer para alterar isto.


Fernando Christófaro Salgado

terça-feira, 26 de maio de 2009

Aprendendo com tempo

Tenho tentado olhar menos no relógio, me desprender do tempo. Entender o tempo é uma tarefa complexa, cada um tem sua própria percepção, de forma que se entende que ele é relativo. Podemos encarar o tempo de diferentes maneiras e para mim a melhor forma é a de reconhecer a força que ele pode ter em nosso aprendizado cotidiano. O tempo pode ser um inimigo cruel e implacável se dermos o poder a ele de ser o dono de nosso destino, nos deixando levar por emoções inconstantes e por circunstâncias indevidas, perdendo o controle sobre nós mesmos. Somos nós que definimos o nosso destino, através de nosso livre arbítrio fazemos nossas escolhas e somos responsáveis por elas e diante disso o tempo se torna nosso melhor aliado, pois se no caminho erramos e tropeçamos o tempo nos permite aprender e fazer melhor, se erramos novamente, o tempo nos dá mais tempo para refletirmos. Não há tempo perdido para aquele que acredita em si mesmo e no seu potencial de progredir a cada instante. Desprender do tempo não é se livrar de suas responsabilidades e sim encará-las como parte de seu crescimento, é sentir que suas obrigações não te sufocam e que as cumprir é tarefa necessária para avançar. Somos todos pintores da vida e o tempo é o pincel com que desenvolvemos nossa arte mais íntima. A infinidade de cores que podemos usar dá o tom que desejamos ter e o resultado que podemos atingir de acordo com os moldes que o pincel nos auxiliar a definir, se não gostarmos do resultado, o pincel pode simplesmente redefinir a pintura quantas vezes forem necessárias, basta a nossa vontade.

Fernando Christófaro Salgado

Alguém

Gostei de alguém
Brinquei...
Inventar de gostar!

Jurei não pensar...
Ultimamente
Jogo com destino
Único que não me abandona!

Gostei de gostar...
Às vezes esqueço
Bom é não amar!
Inventar não é inovar! Mas...

Juntos, é sempre bom!
Unir... Juntar, não separar!
Uma vez ou outra pra relembrar!

Guiando os passos
Às vezes escassos
Bolando formas
Inexplicáveis de dizer

Jeitos pouco diferentes
Únicos que justamente
Por isso, se unem!

Guardo teu olhar
Até quando puder me guiar
Brilho intenso a irradiar!

Jeitos existem
De não te esquecer
Uma coisa com isso
Quero lhe dizer

Justamente por isso
Não hei de deixar
Um instante qualquer
Sem de ti lembrar!

Gostando de ti
Assim...Bastante o suficiente
Pra ficar inquieto

Já descobri que nesses momentos
Uma vez que sejam incertos,
Nas juras de um dia descoberto
Última coisa é paralisar

Gerando os desejos
Amarrando as vontades
Burlando os sentidos
Inventando algo novo

Já sei que é difícil
Ultrajar a vontade
Jurar o impossível
Unificar a verdade, mas...

Gostando de ti
Altero a realidade
Busco superar a inatividade

Jogando por ti
Ultrapasso os limites
Brigando por ti
Ultimato o presente

Guarde esses versos ou não
Analise sua direção
Nem que seja por diversão
Invento uma nova versão

Fernando Christófaro Salgado