Muitas vezes o que contraria as estatísticas e ocorre de forma inusitada e inesperada, trazendo alguma vantagem ou benefício para alguém pode ser considerado como sorte. Várias pessoas julgam não possuírem sorte, mas uma análise mais profunda pode revelar que a sorte permeia nossa vida e pode estar onde menos esperamos ou simplesmente nas coisas que já estamos habituados.
Em uma recente viagem estive pela primeira vez em um cassino. Contar com a sorte em lugar destes não é melhor forma de sair sorrindo. Porém, despendi certo tempo e dinheiro me divertindo. Era o momento de conhecer algo novo e num primeiro instante me senti como o verdadeiro protagonista de um filme em Las Vegas, mas voltando a realidade acabei não arriscando demais e fiquei mais parecido com aquelas velhinhas que não descolam o traseiro das máquinas de caça-níquel (e como estas máquinas são vorazes!). Perdi todas as fichas. Dei muita sorte pro azar, mas não me arrependo da brincadeira, afinal não é todo dia que saímos no lucro e para ganhar é preciso arriscar.
Perdas e ganhos fazem parte da vida. Tudo de bom que se ganha é lucro. Até mesmo a perda pode ser enxergada como um ganho, por exemplo, “desperdicei” recursos (tempo e dinheiro) jogando no cassino, por outro lado, penso que pude me sentir a pessoa mais sortuda do mundo por ter tido a oportunidade de estar em um lugar tão fora da nossa realidade cotidiana.
Agradeço a Deus por ter a sorte como minha companheira em toda a minha caminhada existencial, sorte de ter a família que tenho, de ter os amigos que tenho, de ter as oportunidades que tenho e de conhecer as pessoas que conheci e conheço.
Devemos cultivar e celebrar a sorte que temos, contando que tudo o que venha a nos somar para o bem pode ser considerado como sorte.
Fernando Christófaro Salgado
terça-feira, 30 de junho de 2009
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Corrosão gradual
Existem alguns sentimentos que nos dilaceram e abrem um buraco negro que nos suga com todas as forças para dentro dele. Os sentimentos de incapacidade, de inferioridade, a falta de esperança e a auto-cobrança exagerada turvam nossa visão tornando o fardo do dia a dia pesado demais.
Uma corrosão gradual se instala em nossa mente e o medo se apodera de nós. Nos vemos sem saída e presos em pensamentos negativistas, somos impelidos a nos isolar de tudo e de todos. É algo involuntário, alheio a nossa vontade, que se apodera de nós em momentos de fragilidade. Não tem explicação nem motivos aparentes e sua gravidade só é percebida em sua plenitude por quem está sofrendo ou já sofreu deste mal, para os outros pode ser incompreensível e até mesmo inconcebível que uma derrota tão avassaladora se instale em alguém e este alguém aparente total imobilidade ou inação.
Não é uma tarefa fácil, só quem já passou por períodos de depressão sabe como a luta contra si mesmo é a mais árdua de todas. As forças se esvaem por completo e o desânimo predomina em todos os segundos. Um olhar interior e consciente releva que não se quer ser assim, que não é assim que a pessoa se vê e não é assim que outros a conhecem, porém, a pessoa passa a se desconhecer e se estranhar por completo, como se todos os olhares do mundo se voltassem para ela recriminando-a por suas fraquezas. Os comentários maliciosos e perversos, muitas vezes preconceituosos, em nada ajudam.
Chega um momento em que as pressões a que nos submetemos se tornam insuportáveis por querermos ser quem não somos, tentando atender as expectativas de todos e pela nossa insegurança diante dos desafios futuros.
Devemos nos blindar dessa ação corrosiva que degrada nossa mente lentamente com humildade e disciplina, aceitando todo tipo de ajuda. Caso caia em areia movediça saiba que poucos serão os que irão lhe estender a mão, mas não censurem os que não o fizerem, nunca se sabe a luta que cada um trava dentro de si.
É preciso, sobretudo, manter a fé, mesmo branda ela é como uma fagulha de luz, que pode iluminar a caverna mais extensa e sombria. Fortalecer a fé e acreditar que as soluções sempre vêem ao seu tempo deve ser um exercício diário e paciencioso.
Para não se perder dentro de si é necessário se descobrir a cada dia, fortalecendo o escudo anticorrosivo que impede que o temor e a instabilidade se instalem sobre nós.
Fernando Christófaro Salgado
Uma corrosão gradual se instala em nossa mente e o medo se apodera de nós. Nos vemos sem saída e presos em pensamentos negativistas, somos impelidos a nos isolar de tudo e de todos. É algo involuntário, alheio a nossa vontade, que se apodera de nós em momentos de fragilidade. Não tem explicação nem motivos aparentes e sua gravidade só é percebida em sua plenitude por quem está sofrendo ou já sofreu deste mal, para os outros pode ser incompreensível e até mesmo inconcebível que uma derrota tão avassaladora se instale em alguém e este alguém aparente total imobilidade ou inação.
Não é uma tarefa fácil, só quem já passou por períodos de depressão sabe como a luta contra si mesmo é a mais árdua de todas. As forças se esvaem por completo e o desânimo predomina em todos os segundos. Um olhar interior e consciente releva que não se quer ser assim, que não é assim que a pessoa se vê e não é assim que outros a conhecem, porém, a pessoa passa a se desconhecer e se estranhar por completo, como se todos os olhares do mundo se voltassem para ela recriminando-a por suas fraquezas. Os comentários maliciosos e perversos, muitas vezes preconceituosos, em nada ajudam.
Chega um momento em que as pressões a que nos submetemos se tornam insuportáveis por querermos ser quem não somos, tentando atender as expectativas de todos e pela nossa insegurança diante dos desafios futuros.
Devemos nos blindar dessa ação corrosiva que degrada nossa mente lentamente com humildade e disciplina, aceitando todo tipo de ajuda. Caso caia em areia movediça saiba que poucos serão os que irão lhe estender a mão, mas não censurem os que não o fizerem, nunca se sabe a luta que cada um trava dentro de si.
É preciso, sobretudo, manter a fé, mesmo branda ela é como uma fagulha de luz, que pode iluminar a caverna mais extensa e sombria. Fortalecer a fé e acreditar que as soluções sempre vêem ao seu tempo deve ser um exercício diário e paciencioso.
Para não se perder dentro de si é necessário se descobrir a cada dia, fortalecendo o escudo anticorrosivo que impede que o temor e a instabilidade se instalem sobre nós.
Fernando Christófaro Salgado
sábado, 27 de junho de 2009
Pessoas que se vão
Invariavelmente quando somos privados de estar com pessoas que amamos lágrimas vertem de nossos olhos ou são represadas a força. Não há no mundo ser humano que nunca tenha chorado, mesmo os mais cruéis e frios assassinos ou os que se revestem de um escudo que impede que os sentimentos transpareçam para os outros.
A dor da perda é inevitável, nos deixa de luto por um tempo indeterminado, que varia de pessoa para pessoa. É um momento necessário, aonde as lembranças e os momentos mais felizes vêm à tona em nossas mentes e a impressão de que não teremos mais contato com aquele ente querido nos causa um grande desconforto e vazio interior.
Nestas ocasiões tão difíceis devemos nos ater a duas forças que podem nos alimentar ilimitadamente e nos erguer o mais rápido possível do fundo do poço a que somos jogados.
A primeira delas é a fé em Deus, soberanamente justo e bom, que nada faz que não seja para nosso bem, mesmo que não possamos compreender determinada situação no presente momento em que ela ocorre ou em nossa atual existência. A segunda é a crença no amor verdadeiro, que ultrapassa os limites do tempo e direciona nossos pensamentos para os melhores caminhos.
Pensar com amor e lembrar-se dos que se foram é o melhor exercício para mantê-los vivos dentro de nós. Nosso pensamento, se bem direcionado, nos proporciona também uma fonte ilimitada de opções. Com a força do pensamento podemos estar aonde quisermos, com quem quisermos e quando quisermos. Um pensamento é uma coisa íntima que não pode ser revelado a ninguém a não ser se esta for a vontade de quem pensa. Nossa imaginação não tem amarras, pode nos levar a lugares maravilhosos e a pessoas distantes, como num sonho bom que não acaba.
Acredite, pois, com fé e amor tudo dura para sempre e novos e felizes encontros se darão no seu devido tempo!
Fernando Christófaro Salgado
A dor da perda é inevitável, nos deixa de luto por um tempo indeterminado, que varia de pessoa para pessoa. É um momento necessário, aonde as lembranças e os momentos mais felizes vêm à tona em nossas mentes e a impressão de que não teremos mais contato com aquele ente querido nos causa um grande desconforto e vazio interior.
Nestas ocasiões tão difíceis devemos nos ater a duas forças que podem nos alimentar ilimitadamente e nos erguer o mais rápido possível do fundo do poço a que somos jogados.
A primeira delas é a fé em Deus, soberanamente justo e bom, que nada faz que não seja para nosso bem, mesmo que não possamos compreender determinada situação no presente momento em que ela ocorre ou em nossa atual existência. A segunda é a crença no amor verdadeiro, que ultrapassa os limites do tempo e direciona nossos pensamentos para os melhores caminhos.
Pensar com amor e lembrar-se dos que se foram é o melhor exercício para mantê-los vivos dentro de nós. Nosso pensamento, se bem direcionado, nos proporciona também uma fonte ilimitada de opções. Com a força do pensamento podemos estar aonde quisermos, com quem quisermos e quando quisermos. Um pensamento é uma coisa íntima que não pode ser revelado a ninguém a não ser se esta for a vontade de quem pensa. Nossa imaginação não tem amarras, pode nos levar a lugares maravilhosos e a pessoas distantes, como num sonho bom que não acaba.
Acredite, pois, com fé e amor tudo dura para sempre e novos e felizes encontros se darão no seu devido tempo!
Fernando Christófaro Salgado
sexta-feira, 26 de junho de 2009
O modo mais fácil
Em certa ilha, grande e afastada de tudo, vivia um excelente pescador, mas que sempre pescava o suficiente para alimentar a ele, a família e também uma quantidade para atender a demanda dos moradores da pequena vila, em sua maioria idosos. Lá todos retiravam o sustento da natureza, não havendo qualquer tipo de transação financeira entre eles, tudo funcionava na base da troca.
A ilha era um lugar tranqüilo e paradisíaco e descobrindo-a um jovem e excêntrico empresário do ramo hoteleiro resolveu construir um resort no local. O resort se localizava no lado oposto de onde se encontrava a pequena vila e, a princípio, não houve contato entre o empresário e os habitantes locais. Porém, atraídos pela beleza incomum daquele “pedaço do céu” e pela estrutura diferenciada do empreendimento, vários turistas começaram a lotar todas as acomodações disponíveis. O resort recebia todos os suprimentos necessários uma vez por semana, por helicóptero.
Por reclamações dos hóspedes passou a ser uma preocupação do empresário que os luxuosos restaurantes do estabelecimento sempre oferecessem peixes e frutos do mar frescos e variados. Até então tudo era comprado do porto mais próximo, localizado a uma distância considerável e ficava congelado por até uma semana, até a chegada de uma nova remessa.
Diante da necessidade o empresário resolveu se aproximar dos moradores a procura de alguém que pudesse fazer o serviço de pesca para ele. Chegando à vila foi muito bem recebido e colheu informações sobre o habilidoso pescador que ali vivia. Seguiu até a casa dele. Era imprescindível para o empresário a contratação daquele homem que poderia fornecer diariamente para o resort tudo o que os hóspedes queriam.
O empresário então fez a sua oferta: “Ouvi muitas histórias sobre você e estou aqui para lhe oferecer um emprego com muitas vantagens!”. O pescador respondeu: “Não é de meu interesse, muito obrigado!”. O empresário retrucou: “Você irá receber um bom dinheiro, pode até mudar de vida e vir a residir dentro do meu resort, terá os mesmos benefícios de um hóspede, tendo acesso a todas as áreas: piscinas, jacuzzis, saunas, quadras de esporte e restaurantes, tudo!”. Novamente o pescador afirmou: “Tenho que lhe agradecer, mas não estou interessado”. Aumentando a oferta, o empresário ofereceu também plano de saúde e seguro de vida ao pescador e a toda a família dele, tudo o que ele teria que fazer era aumentar consideravelmente sua carga de trabalho diária. Porém, mais uma vez o pescador recusou a oferta.
Indignado o empresário questionou: “Não tens ambição de crescer, de ganhar dinheiro e ficar rico? Sair desta vida, deste mundo tão restrito?”. E o pescador, sereno, respondeu: “Tudo o que me ofereceu tem grande valor para outras pessoas, mas meu trabalho já fornece o meu sustento e de muitas pessoas deste local, faço o que gosto e entrego o que posso aos que necessitam. Meu tempo não tem preço, escolho a hora de trabalhar e a hora em que posso estar com amigos, com meus filhos e esposa, compartilhando minhas histórias e aprendendo com as deles. Se assumo um compromisso com você que não possa cumprir estarei em falta com você e comigo mesmo, pois estarei deixando de fazer o que gostaria para atender aos seus anseios e não mais aos meus. Tenho sim ambição, de melhorar a cada dia e ser mais útil para minha comunidade, não a ganância de acumular bens e conhecer mundos que me afastariam da felicidade que possuo aqui”.
Podemos precisar da ajuda de qualquer um ou sermos requisitados a ajudar em diferentes situações, mesmo nas mais inusitadas. Cada um tem seus valores e necessidades e seguir nossas convicções íntimas é fundamental para não nos desvirtuarmos por um caminho que não acreditamos ser o correto para nós, não enveredando pelas trilhas da tristeza e do desânimo de quem escolhe abdicar disso.
O modo mais fácil de viver a vida será sempre o que refletir melhor o que nós realmente esperamos de nós e para nós e não o que os outros entendem como certo.
Fernando Christófaro Salgado
A ilha era um lugar tranqüilo e paradisíaco e descobrindo-a um jovem e excêntrico empresário do ramo hoteleiro resolveu construir um resort no local. O resort se localizava no lado oposto de onde se encontrava a pequena vila e, a princípio, não houve contato entre o empresário e os habitantes locais. Porém, atraídos pela beleza incomum daquele “pedaço do céu” e pela estrutura diferenciada do empreendimento, vários turistas começaram a lotar todas as acomodações disponíveis. O resort recebia todos os suprimentos necessários uma vez por semana, por helicóptero.
Por reclamações dos hóspedes passou a ser uma preocupação do empresário que os luxuosos restaurantes do estabelecimento sempre oferecessem peixes e frutos do mar frescos e variados. Até então tudo era comprado do porto mais próximo, localizado a uma distância considerável e ficava congelado por até uma semana, até a chegada de uma nova remessa.
Diante da necessidade o empresário resolveu se aproximar dos moradores a procura de alguém que pudesse fazer o serviço de pesca para ele. Chegando à vila foi muito bem recebido e colheu informações sobre o habilidoso pescador que ali vivia. Seguiu até a casa dele. Era imprescindível para o empresário a contratação daquele homem que poderia fornecer diariamente para o resort tudo o que os hóspedes queriam.
O empresário então fez a sua oferta: “Ouvi muitas histórias sobre você e estou aqui para lhe oferecer um emprego com muitas vantagens!”. O pescador respondeu: “Não é de meu interesse, muito obrigado!”. O empresário retrucou: “Você irá receber um bom dinheiro, pode até mudar de vida e vir a residir dentro do meu resort, terá os mesmos benefícios de um hóspede, tendo acesso a todas as áreas: piscinas, jacuzzis, saunas, quadras de esporte e restaurantes, tudo!”. Novamente o pescador afirmou: “Tenho que lhe agradecer, mas não estou interessado”. Aumentando a oferta, o empresário ofereceu também plano de saúde e seguro de vida ao pescador e a toda a família dele, tudo o que ele teria que fazer era aumentar consideravelmente sua carga de trabalho diária. Porém, mais uma vez o pescador recusou a oferta.
Indignado o empresário questionou: “Não tens ambição de crescer, de ganhar dinheiro e ficar rico? Sair desta vida, deste mundo tão restrito?”. E o pescador, sereno, respondeu: “Tudo o que me ofereceu tem grande valor para outras pessoas, mas meu trabalho já fornece o meu sustento e de muitas pessoas deste local, faço o que gosto e entrego o que posso aos que necessitam. Meu tempo não tem preço, escolho a hora de trabalhar e a hora em que posso estar com amigos, com meus filhos e esposa, compartilhando minhas histórias e aprendendo com as deles. Se assumo um compromisso com você que não possa cumprir estarei em falta com você e comigo mesmo, pois estarei deixando de fazer o que gostaria para atender aos seus anseios e não mais aos meus. Tenho sim ambição, de melhorar a cada dia e ser mais útil para minha comunidade, não a ganância de acumular bens e conhecer mundos que me afastariam da felicidade que possuo aqui”.
Podemos precisar da ajuda de qualquer um ou sermos requisitados a ajudar em diferentes situações, mesmo nas mais inusitadas. Cada um tem seus valores e necessidades e seguir nossas convicções íntimas é fundamental para não nos desvirtuarmos por um caminho que não acreditamos ser o correto para nós, não enveredando pelas trilhas da tristeza e do desânimo de quem escolhe abdicar disso.
O modo mais fácil de viver a vida será sempre o que refletir melhor o que nós realmente esperamos de nós e para nós e não o que os outros entendem como certo.
Fernando Christófaro Salgado
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Pequena Grande Mulher
Aprende sem querer
E ensina sem saber
Mostra um sorriso
Que às vezes é choro
Inteligência não falta
Não mostra fraqueza
Muralha de Tróia
É pura beleza
Desconhece, porém
A força que tem
Pensamento a mudar
É difícil explicar
Pensei ser deusa
Mas era mulher
Mas não uma
Como outra qualquer
Me fez perceber
Um sentimento real
Que se expande e traz
Uma alegria capaz
Começo sem fim
Revolução íntima
Crescimento contínuo
Por razão ínfima
Em verdade o amor
Ramifica raízes
Não revela saudade
Reinventa a realidade
E o tempo faz crer
Como é bom saber!
Que o melhor da vida
É viver sem temer!
Fernando Christófaro Salgado
E ensina sem saber
Mostra um sorriso
Que às vezes é choro
Inteligência não falta
Não mostra fraqueza
Muralha de Tróia
É pura beleza
Desconhece, porém
A força que tem
Pensamento a mudar
É difícil explicar
Pensei ser deusa
Mas era mulher
Mas não uma
Como outra qualquer
Me fez perceber
Um sentimento real
Que se expande e traz
Uma alegria capaz
Começo sem fim
Revolução íntima
Crescimento contínuo
Por razão ínfima
Em verdade o amor
Ramifica raízes
Não revela saudade
Reinventa a realidade
E o tempo faz crer
Como é bom saber!
Que o melhor da vida
É viver sem temer!
Fernando Christófaro Salgado
terça-feira, 23 de junho de 2009
Desperdiçando recursos
Todos nós somos dotados de diversos recursos para desenvolver nossas habilidades comportamentais, relacionais e físicas. Desde os músculos do nosso corpo até a maneira como nos comunicamos, tudo pode ser mais bem trabalhado e desenvolvido para o nosso proveito próprio e para uma melhor interação com os outros.
A ociosidade não leva a nada e constantemente desperdiçamos os recursos que temos com coisas sem a menor importância. Temos ao nosso dispor, através da internet, todo o tipo de conhecimento, a um “click” de nossos dedos, mas ficamos horas e horas em sites como o Orkut, buscando descobrir onde foi tal pessoa, que festa ela freqüentou semana passada, com que roupa saiu ou com quem estava. Preocupamos com a vida dos outros esquecendo muitas vezes da nossa própria vida.
Não é minha intenção tirar o valor dos sites e programas de relacionamento como MSN e Skype, eles são úteis na medida em que permitem nossa comunicação com pessoas distantes a custos reduzidos, mas penso que passar várias horas na frente do computador conversando com pessoas que talvez você nunca tenha visto pessoalmente não é a maneira mais saudável de potencializar os recursos que temos.
Seria muito melhor se encontrássemos mais com as pessoas que nos são próximas, com amigos que não estão mais presentes porque se tornou muito cômodo a conversa ocasional através dos meios eletrônicos. Se buscássemos conhecer novas pessoas, ampliando nossa rede de contatos e, conseqüentemente, nossas oportunidades de aprender e de se relacionar com o mundo vivenciado por elas.
O maior recurso que temos é a capacidade de aprender e é o que mais podemos desenvolver, pois toda a nossa vida é feita de momentos e situações, sejam boas ou ruins, em que podemos tirar algum tipo de aprendizado. Nada, porém, vem de graça, temos de trabalhar, lutar e buscar o conhecimento onde ele estiver.
Não podemos nos subestimar. Quando dizem que não podemos fazer tal coisa, que não somos merecedores de determinada pessoa, que não estamos preparados para enfrentar determinado desafio não devemos esmorecer. A força de vontade e fé em nós mesmos potencializa nossa capacidade de mudança e abranda os obstáculos impostos em nossas vidas.
Devemos valorizar e maximizar todos os recursos que temos!
Fernando Christófaro Salgado
A ociosidade não leva a nada e constantemente desperdiçamos os recursos que temos com coisas sem a menor importância. Temos ao nosso dispor, através da internet, todo o tipo de conhecimento, a um “click” de nossos dedos, mas ficamos horas e horas em sites como o Orkut, buscando descobrir onde foi tal pessoa, que festa ela freqüentou semana passada, com que roupa saiu ou com quem estava. Preocupamos com a vida dos outros esquecendo muitas vezes da nossa própria vida.
Não é minha intenção tirar o valor dos sites e programas de relacionamento como MSN e Skype, eles são úteis na medida em que permitem nossa comunicação com pessoas distantes a custos reduzidos, mas penso que passar várias horas na frente do computador conversando com pessoas que talvez você nunca tenha visto pessoalmente não é a maneira mais saudável de potencializar os recursos que temos.
Seria muito melhor se encontrássemos mais com as pessoas que nos são próximas, com amigos que não estão mais presentes porque se tornou muito cômodo a conversa ocasional através dos meios eletrônicos. Se buscássemos conhecer novas pessoas, ampliando nossa rede de contatos e, conseqüentemente, nossas oportunidades de aprender e de se relacionar com o mundo vivenciado por elas.
O maior recurso que temos é a capacidade de aprender e é o que mais podemos desenvolver, pois toda a nossa vida é feita de momentos e situações, sejam boas ou ruins, em que podemos tirar algum tipo de aprendizado. Nada, porém, vem de graça, temos de trabalhar, lutar e buscar o conhecimento onde ele estiver.
Não podemos nos subestimar. Quando dizem que não podemos fazer tal coisa, que não somos merecedores de determinada pessoa, que não estamos preparados para enfrentar determinado desafio não devemos esmorecer. A força de vontade e fé em nós mesmos potencializa nossa capacidade de mudança e abranda os obstáculos impostos em nossas vidas.
Devemos valorizar e maximizar todos os recursos que temos!
Fernando Christófaro Salgado
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Descompasso necessário
Imaginem se todas as coisas que fizéssemos dessem certo. Tudo na primeira tentativa, sem ninguém nos ensinar nada. Se já nascêssemos sabendo tudo, sem nada pra descobrir, sem novas experiências e desafios. Se todas as nossas escolhas fossem acertadas e o erro não existisse em nossas vidas. Se não sentíssemos dor nem ficássemos doentes. Se a dúvida não nos afligisse. A princípio seria uma ótima idéia, mas suspeito que a vida, com o tempo, se tornaria bastante monótona e sem sentido.
Tudo tem seu motivo de ser. Somos acometidos por diversas formas de provas constantemente. Umas podem parecer mais duras que as outras, mas independente da intensidade e da forma com que sofremos o objetivo é sempre o mesmo, nosso aprendizado contínuo.
Quando crianças aprendemos rápido porque erramos muito, não temos medo de errar pois não conhecemos muita coisa, experimentamos e de tentativa em tentativa vamos descobrindo que podemos fazer mais e aprender cada vez mais. Quanto mais envelhecemos mais difícil fica de aprender, limites nos são impostos por nós mesmos e pela sociedade e o medo de errar nos impede de avançar nos campos profissional, moral, espiritual e afetivo.
Vivemos em um constante descompasso, procuramos sempre as pessoas que idealizamos e acreditamos que elas serão as únicas que servirão para nós, não admitimos nossos erros e sofremos quando não somos correspondidos ou bem aceitos. Esquecemos que os outros também depositam suas expectativas em nós. Esse jogo de sentimentos que se desencontram é necessário para tornar mais forte e verdadeira nossas convicções e decisões nos relacionamentos que desenvolvemos.
Se a cada prova por que passarmos, seja ela uma doença, um acidente grave, a perda de um ente querido, uma cirurgia delicada ou uma decepção amorosa, conseguirmos manter nossa fé e entendermos que os descompassos da vida são necessários para aprendermos a suportar e contornar com mais serenidade as novas provas que virão, estaremos caminhado um passo a mais em nossa caminhada evolutiva.
Fernando Christófaro Salgado
Tudo tem seu motivo de ser. Somos acometidos por diversas formas de provas constantemente. Umas podem parecer mais duras que as outras, mas independente da intensidade e da forma com que sofremos o objetivo é sempre o mesmo, nosso aprendizado contínuo.
Quando crianças aprendemos rápido porque erramos muito, não temos medo de errar pois não conhecemos muita coisa, experimentamos e de tentativa em tentativa vamos descobrindo que podemos fazer mais e aprender cada vez mais. Quanto mais envelhecemos mais difícil fica de aprender, limites nos são impostos por nós mesmos e pela sociedade e o medo de errar nos impede de avançar nos campos profissional, moral, espiritual e afetivo.
Vivemos em um constante descompasso, procuramos sempre as pessoas que idealizamos e acreditamos que elas serão as únicas que servirão para nós, não admitimos nossos erros e sofremos quando não somos correspondidos ou bem aceitos. Esquecemos que os outros também depositam suas expectativas em nós. Esse jogo de sentimentos que se desencontram é necessário para tornar mais forte e verdadeira nossas convicções e decisões nos relacionamentos que desenvolvemos.
Se a cada prova por que passarmos, seja ela uma doença, um acidente grave, a perda de um ente querido, uma cirurgia delicada ou uma decepção amorosa, conseguirmos manter nossa fé e entendermos que os descompassos da vida são necessários para aprendermos a suportar e contornar com mais serenidade as novas provas que virão, estaremos caminhado um passo a mais em nossa caminhada evolutiva.
Fernando Christófaro Salgado
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